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Comissão da Verdade de Minas Gerais faz pesquisa no Cerem

Integrante da Comissão da Verdade de Minas Gerais, Luís Gonzaga Martins Mota de Oliveira esteve no Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) nesta terça-feira (7), para levantamento de material sobre repressão ao movimento sindical urbano no Estado. O Sindmon-Metal, por meio de seu Centro de Referência e Memória do Trabalhador (Cerem), disponibilizou ao pesquisador cópias digitalizadas do processo 4281, aberto pelo governo militar contra a diretoria da entidade em 1964, e vídeos com depoimentos sobre perseguições contra sindicalistas no período. Luís Gonzaga, monlevadense que reside em Belo Horizonte, cursa Ciências do Estado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integra a Comissão da Verdade como bolsista. - Leia mais [...]

Trabalhadores, trabalhadoras, negros, negras – #Mês-da-Consciência-Negra (2)

      **** Dentro da proposta de postar, neste Mês da Consciência Negra, imagens e textos relativos à personagens negros(as) da história do Sindmon-Metal, republicamos hoje matéria que fizemos com Maria Leonides Ramos (Leo Ramos), em 2007. Ela é viúva de Antônio Ramos, que presidiu o Sindicato no período de 1987-1990. Ainda este mês, reproduziremos trechos da “história oral” (transcrevendo, parcialmente, o depoimento de Leo), com fotos. ** – Wir Caetano/Cerem Em sua casa, na rua Wilson de Souza, bairro Laranjeiras, Alencar Mendonça Ramos, 23 anos, fez questão de dizer: “a pessoa que deu a vida pela luta merece ser ao menos reconhecida”. Ele se referia ao pai, Antônio Ramos, - Leia mais [...]

Historiador diz que memória é essencial na vida dos trabalhadores

[Por: Wir Caetano – Sindmon-Metal] “Não esquecer é o que importa”. É assim que o historiador paulista Antonio Marques, 47 anos, sintetiza o significado da preservação da história não só para as lutas, mas para a própria vida dos trabalhadores. “O exercício da memória amplia os conhecimentos históricos e, inconscientemente, tece laços de solidariedade”, completou. Antonio, que é também mestre em arquivística pela Universidade Carlos III, de Madri (Espanha), coordena, desde o ano 2000, o Cedoc CUT (Centro de Documentação e Memória Sindical, da Central Única dos Trabalhadores). O Cedoc, criado em 1999, fruto de uma parceria entre a CUT e o Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual - Leia mais [...]

Livro mostra que metalúrgicos de Monlevade influenciaram combatividade de sindicato de Itabira nos anos 80

O sindicalismo construído pelos metalúrgicos de João Monlevade ao longo dos anos acabou por se tornar modelo para outros sindicatos. A questão é abordada na monografia “Greve de 1989: emergência do movimento operário e sindical em Itabira”, de Marcelo Pinto Coelho Moura, citado pela pesquisadora Maria Cecília de Souza Minayo no livro “De Ferro e Flexíveis”. Um exemplar dessa última obra (Editora Garamond, 2004), análise sociopolítica e antropológica da saga dos trabalhadores da Companhia Vale do Rio Doce, foi doado ao acervo do Projeto Memória agora em abril. A monografia diz que, a partir de 1980, “[sindicalistas de Itabira] começaram a participar espontaneamente nas reuniões e assembléias em João Monlevade, - Leia mais [...]

Primeira secretária do sindicato acompanhou a gestão de 11 presidentes da entidade

O dia era 15 de dezembro de 1951. Foi nessa data que Nilza de Souza Roberto, hoje com 74 anos, começou a trabalhar no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade, onde ficaria até se aposentar, em julho de 1986. Ela foi a primeira secretária da entidade, inaugurada em 7 de setembro daquele mesmo ano, no bairro Cidade Alta, que, mais tarde, teria todas as suas edificações demolidas para dar lugar à expansão da planta da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (atual Belgo Arcelor Mittal). “Houve um concurso e eu passei em segundo lugar. O primeiro lugar era para o escritório e, o segundo, para auxiliar de dentista”, lembra Nilza, irmã da cantora Neide Roberto e - Leia mais [...]

Projeto Memória recupera história de Geraldo Oscar, que inaugurou sindicalismo combativo em Monlevade

“Sou um paraplégico, mas não me arrependo de nada do que fiz para os operários de João Monlevade!”. Essas foram as primeiras frases de Geraldo Oscar de Menezes, emocionado, ao receber a equipe do projeto Memória em sua casa, no número 400 da rua Aço Norte, em Ouro Branco (MG), ontem, dia 9. Ele usa cadeira de rodas desde que sofreu em derrame cerebral, há mais de 20 anos. Durante a visita, a equipe entregou ao ex-sindicalista o diploma de “Ideal Operário”, que lhe foi dedicado ainda no ano passado, nas comemorações de 54 anos do sindicato, quando, infelizmente, não pôde comparecer. Geraldo Oscar, 85 anos, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de - Leia mais [...]