Setor siderúrgico brasileiro exporta mais e reduz importações nos primeiros sete meses de 2026, enquanto vendas internas permanecem estáveis

O comércio exterior do setor siderúrgico brasileiro apresentou movimentos distintos nos primeiros sete meses de 2026. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, com informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de produtos de aço cresceram em volume, enquanto as importações registraram queda significativa.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 6,36 milhões de toneladas de produtos de aço, alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025. Em valores, porém, as vendas externas somaram US$ 4,19 bilhões, uma redução de 3,6% na comparação anual.

Já as importações brasileiras de produtos de aço somaram 3,30 milhões de toneladas no acumulado até julho, uma queda de 20,3% frente aos 4,14 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Em valores, as importações recuaram 15%, de US$ 3,75 bilhões para US$ 3,19 bilhões.

A redução das importações também aparece na participação dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro. A taxa de penetração das importações caiu de 22,9% para 18,7% no acumulado do ano. Entre os produtos planos, a participação recuou de 26,3% para 21,5%, enquanto nos produtos longos passou de 17,5% para 14,3%. Os valores são resultado da ampliação de medidas antidumping do governo federal nos primeiros meses do ano.

Vendas internas: em julho de 2026, as usinas brasileiras venderam 1,9 milhão de toneladas, praticamente o mesmo volume registrado em julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, foram 12,3 milhões de toneladas, também com variação de 0,0% em relação ao mesmo período de 2025.

Para os trabalhadores do setor metalúrgico, acompanhar esses movimentos é importante porque exportações, importações, produção e demanda interna influenciam diretamente o ritmo da indústria e, consequentemente, o emprego e as condições de trabalho.

Fonte: Instituto Aço Brasil/MDIC-Secex. Dados de janeiro a julho de 2026.

Foto: reprodução

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