“Seu porco taí”

Tereza Salomão, viúva de Virgílio Salomão, fala da prisão e soltura do marido por ocasião do golpe militar de 1964, quando ele integrava a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade . [Da série MEMÓRIAS DE CADA UM, produzida pelo Cerem por ocasião do aniversário de 60 anos do Sindmon-Metal. Vídeo: Lutécia Espeschit] - Leia mais [...]

Subjetividade e arquivos

[Por: Wir Caetano] No livro “Tempo do passado – Cultura da Memória e Guinada Subjetiva” (Editora UFMG/Companhia das Letras), a argentina Beatriz Sarlo, professora de literatura, tece críticas ao “exagero de subjetividade” na recuperação histórica, isto é, à tendência em se contar a história apenas com base em testemunhos.  Em entrevista ao jornalista João Pombo Barile, do jornal belo-horizontino “O Tempo”, em abril, ela disse, ao comentar sua obra: “O que quero dizer é que o sujeito não garante nenhuma verdade, simplesmente pelo fato de assegurar que o que narra é algo que a ele aconteceu”. E complementou: “Não é imprescindível atribuir-lhe [ao testemunho] uma verdade superior aos textos escritos, - Leia mais [...]

Historiador diz que memória é essencial na vida dos trabalhadores

[Por: Wir Caetano – Sindmon-Metal] “Não esquecer é o que importa”. É assim que o historiador paulista Antonio Marques, 47 anos, sintetiza o significado da preservação da história não só para as lutas, mas para a própria vida dos trabalhadores. “O exercício da memória amplia os conhecimentos históricos e, inconscientemente, tece laços de solidariedade”, completou. Antonio, que é também mestre em arquivística pela Universidade Carlos III, de Madri (Espanha), coordena, desde o ano 2000, o Cedoc CUT (Centro de Documentação e Memória Sindical, da Central Única dos Trabalhadores). O Cedoc, criado em 1999, fruto de uma parceria entre a CUT e o Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual - Leia mais [...]

Livro mostra que metalúrgicos de Monlevade influenciaram combatividade de sindicato de Itabira nos anos 80

O sindicalismo construído pelos metalúrgicos de João Monlevade ao longo dos anos acabou por se tornar modelo para outros sindicatos. A questão é abordada na monografia “Greve de 1989: emergência do movimento operário e sindical em Itabira”, de Marcelo Pinto Coelho Moura, citado pela pesquisadora Maria Cecília de Souza Minayo no livro “De Ferro e Flexíveis”. Um exemplar dessa última obra (Editora Garamond, 2004), análise sociopolítica e antropológica da saga dos trabalhadores da Companhia Vale do Rio Doce, foi doado ao acervo do Projeto Memória agora em abril. A monografia diz que, a partir de 1980, “[sindicalistas de Itabira] começaram a participar espontaneamente nas reuniões e assembléias em João Monlevade, - Leia mais [...]

Primeira secretária do sindicato acompanhou a gestão de 11 presidentes da entidade

O dia era 15 de dezembro de 1951. Foi nessa data que Nilza de Souza Roberto, hoje com 74 anos, começou a trabalhar no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade, onde ficaria até se aposentar, em julho de 1986. Ela foi a primeira secretária da entidade, inaugurada em 7 de setembro daquele mesmo ano, no bairro Cidade Alta, que, mais tarde, teria todas as suas edificações demolidas para dar lugar à expansão da planta da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (atual Belgo Arcelor Mittal). “Houve um concurso e eu passei em segundo lugar. O primeiro lugar era para o escritório e, o segundo, para auxiliar de dentista”, lembra Nilza, irmã da cantora Neide Roberto e - Leia mais [...]