Sindicatos cutistas de Monlevade realizam “live” contra o governo federal

Debate marca o Dia Nacional de Mobilização pelo #ForaBolsonaro, organizado por centrais sindicais e outras entidades; além de sindicalistas, evento virtual conta com participação de doutoranda em psicologia que abordará machismo e racismo em discurso e ações bolsonaristas

[Por: Wir Caetano / Sindmon-Metal]

Nesta sexta-feira (10), às 19 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), o Sintramon (dos servidores públicos municipais) e o Sind-UTE (dos trabalhadores na educação) realizam a live intitulada “Desgoverno contra a classe trabalhadora e as minorias sociais”.

O debate ao vivo, nas páginas dois primeiros sindicatos no Facebook, é parte das ações do “Dia Nacional de Mobilização pelo #ForaBolsonaro”, organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), demais centrais sindicais, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, além de 40 organização de diferentes segmentos sociais (religioso, ambiental, cultural etc).

Com mediação de Isaura Bicalho, presidente do Sintramon, participam da discussão cinco sindicalistas: a presidente da Fetam (Federação Estadual dos Trabalhadores do Serviço Público de Minas Gerais), Helenir Lima; o presidente do Sindmon-Metal e diretor da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos de Minas Gerais da CUT), Otacílio das Neves Coelho; o diretor financeiro do Sindmon-Metal e advogado José Quirino dos Santos; o diretor licenciado do Sintramon Carlos Silva; e a coordenadora licenciada do Sind-UTE, Cida Ribeiro.

Além dos representantes do meio sindical, o debate conta com a participação da psicóloga, professora universitária e doutoranda em psicologia social Andréa Chamon, que abordará questões relativas a racismo e machismo nas ações e políticas governamentais e no discurso bolsonarista.

Redes e ruas

No dia 23 de junho, uma reunião de diversas entidades em São Paulo decidiu construir uma Campanha Nacional pelo Fora Bolsonaro. Inicialmente, foram estabelecidos dois grandes atos unitários. O primeiro no dia 10 de julho, com ações nas redes sociais, atos simbólicos (como fixação de cruzes, cartazes e projeções de imagens, entre outros) nas ruas e, às 20 horas, um panelaço.

Estão previstos, ainda, realização de assembleias nos locais de trabalho e estímulo às pessoas para colocarem panos pretos nas janelas das casas como demonstração de apoio à campanha.

Já no dia 11, será realizada plenária virtual com milhares de participantes de todo o país, para definição das próximas ações.

Crises

Em uma convocatória a apoiadores, as entidades organizadoras dessa mobilização dizem que “a sociedade brasileira está vivendo simultaneamente uma crise sanitária, uma crise econômica e uma crise política, para as quais ainda não temos perspectiva de superação.”

O documento de convocação diz, ainda, que “nesse contexto de pandemia, quando o Brasil ponteia a liderança mundial no número mortos pela COVID-19, acelerou-se a escalada autoritária por parte do Governo Bolsonaro.”

Ao destacar a “disposição na cúpula do Executivo Federal em promover o fechamento do regime”, as entidades apontam que, em contrapartida, há um crescente movimento de insatisfação na sociedade brasileira que tem se expressado na palavra de ordem: Fora Bolsonaro!”. Frente a esse cenário, elas decidiram construir a “articulação de todo o espectro político que defende a bandeira Fora Bolsonaro.”

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