
CAMPANHA SALARIAL 2025
Distância entre as propostas reforça importância da mobilização
Na manhã dessa segunda-feira (24), foi realizada a quarta rodada de negociação entre o Sindmon-Metal e a ArcelorMittal Monlevade para o Acordo Coletivo.
Proposta apresentada pela empresa:
– Reajuste salarial de 3,1% em outubro;
– Reajuste de 2% em dezembro, aplicado sobre o salário de setembro;
– Vale-alimentação (VA) com reajuste de 5,1% (R$ 37,23);
– Recarga extra no VA atualizado.
Diante da proposta apresentada, a comissão do Sindmon-Metal a recusou em mesa. Após diálogo interno, o Sindicato apresentou uma contraproposta.
Contraproposta apresentada pelo Sindicato:
– Reajuste salarial de 3,1% em outubro;
– Reajuste de 2% em dezembro, aplicado sobre o salário de setembro;
– Aumento fixo de R$ 40,00 para salários até R$ 6.000,00, aplicado em dezembro;
– VA no valor de R$ 880,00;
– Recarga extra equivalente ao mesmo valor do VA.
A empresa informou que a contraproposta ainda não é considerada viável e que irá encaminhar o resultado desta rodada ao corporativo, com previsão de agendamento de uma nova reunião para continuidade das tratativas.
Ressaltamos que, embora a data-base seja em 30 de setembro, ambas as partes acordaram a prorrogação, garantindo a vigência do Acordo Coletivo anterior enquanto as negociações continuam.
O Sindmon-Metal reforça a importância de trabalhadoras e trabalhadores permanecerem atentos às convocações do Sindicato. A participação nas assembleias será fundamental para fortalecer a voz da categoria e decidir coletivamente os próximos passos desta negociação.
Negociação Coletiva ArcelorMittal 2025
GACAT: falta de local adequado para o descanso é desrespeito ao trabalhador
Muitos trabalhadores ainda não contam com um espaço apropriado para o descanso durante a jornada. Diante disso, a maioria acaba improvisando, já que nem sempre há sequer uma cadeira disponível, situação ainda mais crítica para quem atua no turno da noite, que além de cansativo é tenso.
A CLT, em seu artigo 71, garante o intervalo intrajornada para repouso e alimentação. Além disso, a NR-24 determina que as empresas devem oferecer ambientes limpos, ventilados e com assentos adequados para esse momento. No entanto, o que encontramos em alguns locais são espaços sujos, com constante falta de água e banheiros sem condições de uso — cenário incompatível com a dignidade e o bem-estar do trabalhador e da trabalhadora.
O trabalhador merece um espaço digno para recuperar suas energias e seguir o dia com saúde e segurança. Garantir isso não é favor: é obrigação legal e respeito básico.
Momento ZapZap
Tornou-se comum que trabalhadores da manutenção na Sinterização não se desliguem do trabalho mesmo após o fim da jornada. A prática recorrente de estar frequentemente atento às mensagens de grupos do WhatsApp, com demandas do trabalho, compromete a saúde dos funcionários. Muitas vezes, isso ocorre por medo, por hábito ou até pela falsa sensação de “mostrar serviço”. O resultado? Jornadas infinitas, desgaste emocional e perda total do direito ao descanso.
O período de descanso não é opcional: é proteção. Todo trabalhador tem direito a desconexão ao término do expediente, garantindo o repouso físico e mental. Ao atender mensagens fora do horário, além de trabalhar de graça, o trabalhador contribui para normalizar uma prática que prejudica toda a categoria.
Barreiras na GACAT
Cada vez mais trabalhadores buscam novas oportunidades dentro da própria empresa, seja para crescer profissionalmente, adquirir novas habilidades ou buscar um ambiente mais alinhado ao seu perfil. Porém, muitos encontram um obstáculo comum: a gerência se recusa a liberar a transferência interna e, em alguns casos, parece mais disposta a dispensar bons profissionais do que a considerar a transferência. Mas isso só vale para quem não é um dos “queridinhos” da gerência, porque, na prática, ser um bom profissional não basta.
Novembro Azul: cuidar da saúde é compromisso com a vida
O mês de novembro é marcado pela campanha Novembro Azul, dedicada à conscientização sobre a saúde do homem, especialmente a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata — o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil.
Apesar da importância do tema, muitos trabalhadores ainda evitam ou adiam exames por medo, desinformação ou falta de tempo. Essa postura traz riscos sérios: quando descoberto no início, o câncer de próstata tem altas chances de tratamento eficaz e cura. Mas quando o diagnóstico é tardio, o impacto na saúde e na qualidade de vida é muito maior.
Cuidar da saúde é essencial, principalmente para quem enfrenta jornadas cansativas, pressão diária e demandas físicas e emocionais intensas. Por isso, reforçamos:
- Procure atendimento médico regularmente;
- Faça exames preventivos, especialmente a partir dos 50 anos (ou antes, em caso de histórico familiar);
- Não ignore sintomas, como dificuldade para urinar ou dores persistentes;
- Converse com colegas e familiares — informação salva vidas.
Prevenção é um ato de cuidado consigo e com quem está ao seu lado!
ADI 6309 no STF: decisão pode mudar o futuro da aposentadoria especial
A aposentadoria especial — destinada a quem trabalha por anos em ambientes insalubres ou perigosos — pode passar por mudanças. O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 03 de dezembro de 2025 o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6309, que questiona pontos da Reforma da Previdência de 2019.
A ADI 6309 foi apresentada porque a reforma criou regras consideradas injustas para quem trabalha diariamente exposto a riscos. A ação questiona três mudanças principais:
- Exigência de idade mínima
Antes de 2019, bastava cumprir o tempo de exposição para se aposentar.
Depois da reforma, mesmo quem trabalhou 25 anos em atividade insalubre só pode se aposentar aos 60 anos de idade.
Isso obriga o trabalhador a ficar mais tempo no ambiente nocivo, aumentando os riscos à saúde. A ADI pede o fim dessa idade mínima.
- Proibição da conversão de tempo especial em comum
Antes da reforma, o trabalhador podia converter o tempo de trabalho especial em tempo comum, acelerando a aposentadoria.
A reforma acabou com essa possibilidade. A ADI pede que a conversão volte a ser permitida.
- Cálculo menos vantajoso
A reforma também mudou a forma de calcular o valor da aposentadoria especial, reduzindo muitos benefícios.
A ação pede que trabalhadores expostos ao risco tenham um cálculo mais justo e favorável, como era antes da reforma.
A decisão do STF pode garantir novamente direitos que foram retirados em 2019.
Negociação Coletiva ArcelorMittal 2025
