

Após não se dispor a negociar com o Sindicato o pleito da categoria em relação à tabela de revezamento, a ArcelorMittal Monlevade anunciou que implantará o turno fixo a partir do dia 10 de março. Diante disso, o Sindmon-Metal considera importante prestar esclarecimentos à categoria.
Em material de divulgação interna, a empresa afirma que a implantação do turno fixo se deve, em parte, à “negativa do Sindicato em deliberar a proposta de renovação no modelo atual”. No entanto, é preciso lembrar que a categoria já deliberou sobre esse tema em assembleia soberana e democrática, decidindo pela não aceitação de um novo acordo nos mesmos moldes da tabela que venceu em 28 de fevereiro.
Dessa forma, o Sindicato apenas respeitou e cumpriu a decisão coletiva dos trabalhadores. Ao atribuir ao Sindicato essa suposta “negativa”, a empresa parece indicar que, para ela, negociação significa apenas a aceitação de sua própria proposta, sem considerar a decisão previamente tomada pela categoria.
Outro ponto citado pela empresa no comunicado interno diz respeito a “outros caminhos possíveis”, sugerindo que o Sindicato convoque nova assembleia para que os empregados deliberem sobre a proposta de continuidade da tabela atual. Entretanto, essa questão já foi objeto de deliberação da categoria, que manifestou o pleito de mudança na tabela de revezamento, buscando um modelo que assegure maior tempo de convívio familiar e melhores condições de vida aos trabalhadores e trabalhadoras em turno, que merecem e precisam de vida para além do trabalho.
O Sindicato entende que é responsabilidade da empresa apresentar uma jornada que contemple os pleitos da categoria, especialmente no que se refere ao melhor convívio social, a mais descanso e a maior tranquilidade para o retorno à jornada no turno de revezamento. Ressalta-se que, nos últimos acordos coletivos de turno de revezamento, todas as jornadas propostas pelos trabalhadores e trabalhadoras com esse objetivo foram recusadas pela empresa.
Reafirmamos que seguimos dispostos ao diálogo e à negociação, desde que haja disposição real para discutir alternativas que atendam às reivindicações da categoria.
