Os trabalhadores do setor industrial tiveram 86,9% dos reajustes salariais negociados entre janeiro e agosto de 2026 acima da inflação medida pelo INPC. Outros 10,2% ficaram iguais ao índice de inflação, enquanto 2,9% ficaram abaixo.
No mesmo período, o ganho real médio dos reajustes na indústria foi de 1,31%, ou seja, em média, os salários negociados tiveram aumento superior à inflação acumulada no período.
No recorte específico de agosto de 2026, considerando todos os setores econômicos, 86,9% dos 191 acordos e convenções coletivas analisados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentaram reajustes acima do INPC. Outros 5,8% ficaram iguais à inflação e 7,3% tiveram reajustes abaixo dela.
Para os metalúrgicos, esses números ajudam a dimensionar a importância das negociações coletivas no setor industrial. Mesmo diante das dificuldades nas negociações com os patrões, a organização e a mobilização dos trabalhadores são fundamentais para buscar a reposição das perdas inflacionárias e avançar na conquista de ganhos reais nos salários.
📌 Fonte: DIEESE, De Olho nas Negociações nº 72, setembro de 2026. O levantamento do DIEESE analisou 13.181 reajustes registrados entre janeiro e agosto de 2026. Os dados de agosto consideram 191 acordos e convenções coletivas registrados no Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego, até 11 de setembro de 2026. O estudo analisa negociações de trabalhadores celetistas do setor privado, empresas estatais e empresas públicas.
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